Certa vez li uma passagem que dizia "Acho que o maior trabalho de uma pessoa depressiva é tentar o seu máximo para que as pessoas ao seu redor sejam felizes. Pois ela sabe o que é se sentir inútil, e não quer que ninguém se sinta assim."
Foi algo que ficou na minha cabeça por um bom tempo, pensei bastante sobre.
Como uma pessoa certamente não satisfeita com nada dos meu sentimentos, descobri que meu trabalho por aí é tentar ouvir as pessoas, aconselha-las quando consigo (algo muito raro, sou péssima com conselhos) mas enfim, tentar deixa-las confortáveis ou felizes, de pelo menos saber que alguém no mundo as escuta.
É um trabalho que tenho falhado em fazer, e veja bem: ele é o único que me sinto realmente motivada a fazer, porém, o sentimento constante de que as pessoas acham que eu sou um fracasso me persegue.
Sou desse tipo de pessoa que se importa com as vidas humanas, não vou negar que nunca desejei a morte de ninguém, mas no fundo no fundo, me importo e quero o bem delas, quero que as pessoas não se sintam inúteis.
Mas acho que as vezes as pessoas esquecem de como é ser humano, e tentam passar essa ideologia horrível de que as pessoas não precisam de pessoas para pessoas como eu, que ainda tem um pouco ali e um pouco acolá, de fé nas vidas humanas, que ainda acha que o mundo consegue ser verdadeiramente humano.
terça-feira, 21 de maio de 2013
domingo, 12 de maio de 2013
Complicações
São 23:50 de um domingo. Segunda feira não iria ser feriado e ele não estava de férias. E ai? Ele teria que levantar da cama ás 6, tomar café, colocar o uniforme e enfrentar o inferno escolar.
Porém, nem sequer estava aí pra isso, tudo que queria era dormir e nem isso estava conseguindo, queria dormir mas não parava de pensar em seus erros. Em como as coisas podiam ter sido diferentes se não tivesse feito tal coisa ou tomado tal decisão.
Ele lutava para o bem em si mesmo e não o achava, lutava para criar uma linha tênue em seus sentimentos mas não a achava. Tudo que achava eram sentimentos obscuros, coisas que não era suposto de se achar "tão tarde da noite". E tentava preencher seu corpo com qualquer coisa e não conseguia.
Era tudo muito difícil, tudo muito complicado.
A alma dele estava tomada pela melancolia.
Porém, nem sequer estava aí pra isso, tudo que queria era dormir e nem isso estava conseguindo, queria dormir mas não parava de pensar em seus erros. Em como as coisas podiam ter sido diferentes se não tivesse feito tal coisa ou tomado tal decisão.
Ele lutava para o bem em si mesmo e não o achava, lutava para criar uma linha tênue em seus sentimentos mas não a achava. Tudo que achava eram sentimentos obscuros, coisas que não era suposto de se achar "tão tarde da noite". E tentava preencher seu corpo com qualquer coisa e não conseguia.
Era tudo muito difícil, tudo muito complicado.
A alma dele estava tomada pela melancolia.
A menina desfigurada
Ou então até, figurada, ela era engraçada, bela, morena, com os cabelos cacheados e ao vento. Uma garota de ipanema.
Tinha seus defeitos, todo mundo tem defeitos, mas até os defeitos dessa moça os deixava tão perfeita. Seu apelido era morena, era assim que todos a chamavam, "Olha lá quem passa! A morena do verão!".
E ela era linda, como era, as amigas; a invejava por sua cor e seus cabelos e os amigos; ah, todos a queriam. Tinha aquele jeito de surfista e não era cheia de fru frus femininos, era uma menina humilde e linda, por dentro e por fora.
Ela era uma arte, uma poesia em forma humana, bastava olhar pra ela que os poemas mais belos escritos em tuas curvas e cachos do cabelo. Ah, por ela você cantava a mais bela das músicas mais de duas vezes, e dançaria Purple Rain sempre que ela pedisse.
Era uma das meninas mais belas que já tinham visto, e que nunca quiseram a perder de vista.
Ela é linda.
E nunca vai deixar de ser.
-Para: Sarah Oliveira, te adoro morena, obrigada por tudo.
Tinha seus defeitos, todo mundo tem defeitos, mas até os defeitos dessa moça os deixava tão perfeita. Seu apelido era morena, era assim que todos a chamavam, "Olha lá quem passa! A morena do verão!".
E ela era linda, como era, as amigas; a invejava por sua cor e seus cabelos e os amigos; ah, todos a queriam. Tinha aquele jeito de surfista e não era cheia de fru frus femininos, era uma menina humilde e linda, por dentro e por fora.
Ela era uma arte, uma poesia em forma humana, bastava olhar pra ela que os poemas mais belos escritos em tuas curvas e cachos do cabelo. Ah, por ela você cantava a mais bela das músicas mais de duas vezes, e dançaria Purple Rain sempre que ela pedisse.
Era uma das meninas mais belas que já tinham visto, e que nunca quiseram a perder de vista.
Ela é linda.
E nunca vai deixar de ser.
-Para: Sarah Oliveira, te adoro morena, obrigada por tudo.
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Juventude
Eram 20hrs, e era o grande dia dela também. A festa começaria as 21:30 se não houvesse atrasos, estava tudo lindo, tudo perfeito. Mas a aniversariante, digamos que ela tinha seus defeitos.
Durante a festa ele teve uma crise de rebeldia, um surto, um momento de lucidez do tipo "Mas que porra que eu to fazendo aqui?" A cerimônia nem havia começado quando ela decidiu que não queria ficar na festa, de forma alguma e de jeito nenhum.
Os convidados mal haviam chegado, no estacionamento, aquelas menininhas com seus belos vestidos e saltos, dando o ultimo retoque na maquiagem pra entrar no salão, e os tipicos meninos que colocam o som alto no carro e ficavam lá. Até alguém obrigá-los a entrar.
Pois bem, depois de seu momento de surtez, a aniversariante decidiu que ia com os tipicos meninos pra longe, bem longe. Arrumou uma cesta com variados tipos de comida da festa, bebidas e doces.
"Vou com vocês" Disse ela enquanto andava em direção ao carro "Tem certeza?" perguntou o que estava no volante. "Oh se tenho, odeio isso, não queria isso, e sabe, não quero que meu aniversário seja uma droga" ela respondeu "Mas isso é uma mega festa e, VOCÊ é a aniversariante" disse um deles em protesto "Eu já disse pra você que eu não quero que meu aniversário seja uma droga? Então, NÃO QUERO QUE MEU ANIVERSÁRIO SEJA UMA DROGA!". E assim, ela entrou no carro, e não ouviu protesto algum.
Durante a suposta viagem, ninguém falou nada, até que o que estava ao volante teve que perguntar "Pra onde a gente vai mesmo?" a garota estava prestes a explodir quando raciocinou a pergunta "Ah sei lá" ela disse "quais lugares vocês frequentam?" Todos pararam, se entreolharam. "Ah, nós costumamos ir a um morro, subimos lá e ficamos ouvindo música, olhando as estrelas" o que estava no volante respondeu "Então pé na tábua, não quero perder tempo".
E lá foram eles, ao som de There Is a Light That Never Goes Out de The Smiths, estrada a dentro.
Quando chegaram lá, os meninos pegaram seu álbum de Engenheiros do Hawaii e botaram no ultimo volume, tiraram a cesta com comidas serviram no capô do carro, e lá ela comemorou seus 15 anos de rebeldia.
Durante a festa ele teve uma crise de rebeldia, um surto, um momento de lucidez do tipo "Mas que porra que eu to fazendo aqui?" A cerimônia nem havia começado quando ela decidiu que não queria ficar na festa, de forma alguma e de jeito nenhum.
Os convidados mal haviam chegado, no estacionamento, aquelas menininhas com seus belos vestidos e saltos, dando o ultimo retoque na maquiagem pra entrar no salão, e os tipicos meninos que colocam o som alto no carro e ficavam lá. Até alguém obrigá-los a entrar.
Pois bem, depois de seu momento de surtez, a aniversariante decidiu que ia com os tipicos meninos pra longe, bem longe. Arrumou uma cesta com variados tipos de comida da festa, bebidas e doces.
"Vou com vocês" Disse ela enquanto andava em direção ao carro "Tem certeza?" perguntou o que estava no volante. "Oh se tenho, odeio isso, não queria isso, e sabe, não quero que meu aniversário seja uma droga" ela respondeu "Mas isso é uma mega festa e, VOCÊ é a aniversariante" disse um deles em protesto "Eu já disse pra você que eu não quero que meu aniversário seja uma droga? Então, NÃO QUERO QUE MEU ANIVERSÁRIO SEJA UMA DROGA!". E assim, ela entrou no carro, e não ouviu protesto algum.
Durante a suposta viagem, ninguém falou nada, até que o que estava ao volante teve que perguntar "Pra onde a gente vai mesmo?" a garota estava prestes a explodir quando raciocinou a pergunta "Ah sei lá" ela disse "quais lugares vocês frequentam?" Todos pararam, se entreolharam. "Ah, nós costumamos ir a um morro, subimos lá e ficamos ouvindo música, olhando as estrelas" o que estava no volante respondeu "Então pé na tábua, não quero perder tempo".
E lá foram eles, ao som de There Is a Light That Never Goes Out de The Smiths, estrada a dentro.
Quando chegaram lá, os meninos pegaram seu álbum de Engenheiros do Hawaii e botaram no ultimo volume, tiraram a cesta com comidas serviram no capô do carro, e lá ela comemorou seus 15 anos de rebeldia.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
O que eu quero ser quando crescer?
Essa é a pergunta da minha vida, daqui pra cá tenho pensado seriamente nisso. Quando estava na 5ª série já estava na ponta da língua "engenheira, é claro" por conta de me inspirar no meu irmão mais velho, mas depois que descobri que sou mais que péssima (e que odeio) matemática, desisti. E desde então, nunca mais cheguei a pensar exatamente em o que eu queria.
A sociedade me reprimi, diz que não sou boa o suficiente e por causa disso não me reconheço e não consigo pensar em nada, eu tenho um bloqueio mental tão grande, algo que mora dentro de mim. Hoje, quando leio essa pergunta, me dá vontade de sumir, "O que você quer ser quando crescer?" Sinceramente, o que vier.
Porém, há sempre uma luz no fim do túnel, depois que li aquelas matérias de "Como escolher sua futura profissão" só percebi o que havia percebido a um tempo, meus pontos positivos e negativos, meu grande amor pela escrita e leitura. Adoro ler, adoro histórias, adoro escrever e adoro falar, conversar e trocar opiniões (nem que seja comigo mesma). Pensei, mas pensei mesmo e tenho tais cursos em mente: direito, relações internacionais, jornalismo e letras. Um deles será o principal, é claro. Quero mais, pelo menos dois cursos (sem falar no meu "sonho alto" de cursar cinema e astronomia). Mas qual decidir? Sei que estou nova ainda, e que tenho quatro anos para pensar, mas acho esse tempo extremamente limitado. Como, no mundo, eu vou decidir meu futuro em quatro anos? São tantas opções, tantas opiniões.
E ah, nem me venha com o tipico e sem fim conselho "Faz o que você gosta" pois se eu levasse-o no literal, trabalharia como testadora de colchões e degustadora de doces.
A sociedade me reprimi, diz que não sou boa o suficiente e por causa disso não me reconheço e não consigo pensar em nada, eu tenho um bloqueio mental tão grande, algo que mora dentro de mim. Hoje, quando leio essa pergunta, me dá vontade de sumir, "O que você quer ser quando crescer?" Sinceramente, o que vier.
Porém, há sempre uma luz no fim do túnel, depois que li aquelas matérias de "Como escolher sua futura profissão" só percebi o que havia percebido a um tempo, meus pontos positivos e negativos, meu grande amor pela escrita e leitura. Adoro ler, adoro histórias, adoro escrever e adoro falar, conversar e trocar opiniões (nem que seja comigo mesma). Pensei, mas pensei mesmo e tenho tais cursos em mente: direito, relações internacionais, jornalismo e letras. Um deles será o principal, é claro. Quero mais, pelo menos dois cursos (sem falar no meu "sonho alto" de cursar cinema e astronomia). Mas qual decidir? Sei que estou nova ainda, e que tenho quatro anos para pensar, mas acho esse tempo extremamente limitado. Como, no mundo, eu vou decidir meu futuro em quatro anos? São tantas opções, tantas opiniões.
E ah, nem me venha com o tipico e sem fim conselho "Faz o que você gosta" pois se eu levasse-o no literal, trabalharia como testadora de colchões e degustadora de doces.
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