Depois que li "A Culpa é das Estrelas" não consigo parar de pensar na forma poética que Hazel Grace vive, mesmo com o câncer, com os problemas de saúde do namorado, a forma não-rude, a forma de conseguir aturar mesmo quando se quer explodir de raiva.
Minha vida se resume a eu passando raiva, queria ter uma pequena Hazel Grace dentro de mim, e até de vez em quando, ter uma doença. Só pra vez ou outra, as pessoas lembrarem que eu também tenho minhas fraquezas.
E, ah, como são muitas viu? Fraquejo em pensar sobre o que eu quero da minha vida, e pensar sobre tudo, tudo mesmo.
Hoje, tive uma aula de ensino religioso extremamente interessante, onde a professora falava que amigo de verdade é aquele que mesmo nas piores horas, está ali pra segurar sua mão, ou pra saber o pior de você, ou de simplesmente te aconselhar. Percebi que não tenho nenhum amigo, ou pelo menos um amigo de verdade. Poucas pessoas sabem das minhas fraquezas, ou quase nenhuma pra falar a verdade, odeio deixar as pessoas tristes por minha causa, odeio que elas se preocupem.
Eu conheço as minhas fraquezas e as odeio, odeio me abrir, por isso guardo-as dentro de uma caixa, dentro de mim, tranco e queimo a chave. Mas sempre esqueço que eu tenho milhares de chaves reserva, e querendo ou não, essa caixa se abre.
A caixa basicamente contém lágrimas, bobas, sérias, mas lágrimas. As lágrimas que eu recuso a soltar na frente de alguém, as lágrimas que resguardo em mim no caso de emergência, as lágrimas inúteis. Lágrimas que de fato, ninguém percebe.
Queria que entendessem que mesmo quando brincalhonas ou que se mostram alegres as pessoas se enfraquecem, mesmo quando tudo que elas querem é deixar sua caixa de sorrisos sempre aberta.
Elas esquecem que as caixas de lágrimas existem. Esquecem que cada um de nós tem uma dela dentro de si, e que nem todos as abrem para o público.