segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Os 15 Eu's

15 anos,
E realmente não sabia o que pensar sobre isso. Olhava pra janela escura do seu quarto e imaginava se algo ia mudar. 
Raramente mudava. 
Não sabia se se sentia feliz, triste. Parecia que era ontem que tinha 12 anos e planejava a sua festa arduamente, como se todos os seus segundos dependessem daquele momento. 
Entrar com um vestido perfeito, uma coroa, com um penteado longamente trabalhado enquanto passavam fotos de sua infância no telão e seus pais se emocionavam. 
Ah, mas aquela ela era com 12 anos. 
Quando completou 13, já não sonhava tanto com aquele momento. Aos 14, até que pensou, mas nunca aconteceu.
Ela tinha mudado, caiu numa realidade que nem gostava tanto assim. Percebeu que foi um "eu" a cada fase da vida e acha um pouco tarde pra tentar descobrir o "eu" que te cabia agora.
Imagina que é sempre o "eu" do silencio, aquele que não conta os problemas mas sim piadas sobre eles, pelo simples prazer de ouvir risadas. Aquele que prefere ficar embaixo das cobertas assistindo filmes do que ir pra uma festa pois sente dor de coluna nas primeiras três músicas (e mesmo assim fica com vontade de dançar). O "eu" que se sente confortável, com seu eu.


O "eu" que cabe agora é o do conhecimento e aprendizagem, e posso só ter completado 15 anos, mas sinto que evolui de uma forma magnífica, e quero progredir.

sábado, 21 de setembro de 2013

O Meu Chá de Sumiço

E lá estava ela, sentada no sofá, o cabelo bagunçado e a vida mais ainda.
Desde que ele foi embora, ela mal conseguia viver, era tudo tão escuro e ela se encaixava naquilo, era desconfortável, mas era um beco sem saída, um túnel sem luz no fim. Lembrava das últimas palavras dele como se acabara de ouvi-las.
"Desculpa, mas ela é melhor que você".
"Mas que porra de mundo é esse? Ninguém é melhor que ninguém." Pensava ela enquanto desabava em lágrimas. Viveu os melhores 6 meses de sua vida ao lado do seu grande, maior e primeiro amor, ah, eles se amaram e viveram felizes como ninguém. Até que o inesperado acontecesse, e ela tinha que partir.
Meses os separaram mas foram como anos, anos de insônia e choro, anos de preocupação pra saber se seu amor ainda estava lá, guardado só pra ela.
"Fica tranquila branquinha, quando você voltar o amor e o café que eu te darei estarão aqui" E ela sorria.
E voltou.
O amor não estava lá.
Só o café.
Amargo.
Decidiu tomar chá.



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Nota da autora: Esse é dedicado ao blog em si, que ficou esquecido durante um mês, mil perdões.
Digamos que estou com projetos "maiores".

Obs: Obrigada pela ajuda Mumu.