15 anos,
E realmente não sabia o que pensar sobre isso. Olhava pra janela escura do seu quarto e imaginava se algo ia mudar.
Raramente mudava.
Não sabia se se sentia feliz, triste. Parecia que era ontem que tinha 12 anos e planejava a sua festa arduamente, como se todos os seus segundos dependessem daquele momento.
Entrar com um vestido perfeito, uma coroa, com um penteado longamente trabalhado enquanto passavam fotos de sua infância no telão e seus pais se emocionavam.
Ah, mas aquela ela era com 12 anos.
Quando completou 13, já não sonhava tanto com aquele momento. Aos 14, até que pensou, mas nunca aconteceu.
Ela tinha mudado, caiu numa realidade que nem gostava tanto assim. Percebeu que foi um "eu" a cada fase da vida e acha um pouco tarde pra tentar descobrir o "eu" que te cabia agora.
Imagina que é sempre o "eu" do silencio, aquele que não conta os problemas mas sim piadas sobre eles, pelo simples prazer de ouvir risadas. Aquele que prefere ficar embaixo das cobertas assistindo filmes do que ir pra uma festa pois sente dor de coluna nas primeiras três músicas (e mesmo assim fica com vontade de dançar). O "eu" que se sente confortável, com seu eu.
O "eu" que cabe agora é o do conhecimento e aprendizagem, e posso só ter completado 15 anos, mas sinto que evolui de uma forma magnífica, e quero progredir.
Imagina que é sempre o "eu" do silencio, aquele que não conta os problemas mas sim piadas sobre eles, pelo simples prazer de ouvir risadas. Aquele que prefere ficar embaixo das cobertas assistindo filmes do que ir pra uma festa pois sente dor de coluna nas primeiras três músicas (e mesmo assim fica com vontade de dançar). O "eu" que se sente confortável, com seu eu.
O "eu" que cabe agora é o do conhecimento e aprendizagem, e posso só ter completado 15 anos, mas sinto que evolui de uma forma magnífica, e quero progredir.
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